Pusilânime - letras

 

Capa do EP Pusilânime da banda paraibana de doom black metal Azul Turquesa
Pusilânime (2024)

01. CID 10 F19.5

E nesta fria noite que começa
Eu caminho sob as luzes dos postes
A árdua esperança em mim que carrega
O canto e coros das aves por estrofes
Agora as vejo negras, pois me cega
Do breu que cresce aqui dentro, dos cortes
Emitindo uma luz fraca bem distante
Que se afunda em minha alma dissonante

Ao meu lado, o parque e dez crianças
Elas brincam, correm, gritam, se escondem
Como se não houvesse um único homem
Aguardando-as, com perseverança
Que talvez pudesse dizer para elas
Que há criaturas habitando as trevas

Mas não é que a inocência é assim?
Os fortes não irão se acanhar
Encorajando quem irá enfrentar
No fim da história, o rei carmesim
Com a espada de prata em suas duas mãos
E que suas mortes não sejam em vão

Mas não é que a inocência é assim?
Os fortes não irão se acanhar
Encorajando quem irá enfrentar
No fim da história, o rei carmesim
Com a espada de prata em suas duas mãos
E que suas mortes não sejam em vão

E que as lágrimas dos entes queridos
De alguma maneira são sim abrigos
Para as almas dos caídos perdidos
Em seus túmulos vão descansar em paz
Para que enfim, não sofrer jamais

02. Obsessão (Compulsão, repulsão)

(Obsessão, compulsão, repulsão)
(Obsessão, compulsão, aquietação)

Mas até que dia a tua partida
Vai convencer as nuas mãos?
Daquela sua dor sofrida
Que a minha mente vazia
Decolou rumo ao céu sem chão

(Obsessão, compulsão, repulsão)
(Obsessão, compulsão, aquietação)

Como se as coisas não tivessem
Vida, chegou  minha partida
Porque sou crente em nenhum deus
E seu amor não me convenceu

(Obsessão, compulsão, repulsão)
(Obsessão, compulsão, aquietação)
(Obsessão, compulsão, repulsão)
(Obsessão, compulsão, aquietação)

Como se as coisas não tivessem
Vida, chegou  minha partida
Porque sou crente em nenhum deus
E seu amor não me convenceu

03. Pusilânime

O vazio eu vivi
Numa noite eu andei
Tanto medo senti 
Por tudo que amei

Quantas noites sonhei
Só para tê-la em mãos
Quantas coisas deixei
A ter seu coração

Se eu pudesse sair
Como algum girassol
Que segue por aí
O sol ao seu redor

(Mas a lua me procura
A noite logo vem
Assim que me deslumbra
A calma me mantém)

Cortado em seis pedaços
À luz da lamparina
Diante do carrasco
Queimando a parafina

Já estou condenado
Sem refúgio acima
Sem amigo cá embaixo
Entregue à chacina

Mas se tudo o que faço
É te encarar  por trás
Pegar teu ante-braço
E te deixar em paz

A artéria que bombeia
O sangue no meu corpo
Segura como areia
Se desfaz pelo torso

04. Cacofonia 

(Instrumental)

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